sexta-feira, 24 de setembro de 2010

YNDY: Amor Incondicional


Recebi por e-mail um texto muito interessante, no entanto sem autor. 

Confesso que mexeu bastante comigo pois me fez lembrar de bons momentos ao lado de um ser que me amou intensa e incondicionalmente.
Antes de qualquer comentário segue o texto. Não me culpe se desencadear emoções fortes em você também...

Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:

Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule e brinque todos os dias.
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
Se alimente com gosto e entusiasmo.
Coma só o suficiente.
Seja leal.
Nunca pretenda ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo....
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.
A amizade verdadeira não aceita imitações!

E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!  



Yndy era o seu nome. Uma micro-poodle branca (parecia uma nuvem), de personalidade forte e extremamente mimada. Tinha ciúmes de tudo e de todos. Não suportava ficar sozinha e exigia participar de todos os momentos com a família. Foi embora desta vida ainda debutante. Foram 15 anos de amor, ciúmes, pirraças, fidelidade, alegrias, descontração, teimosia, chantagem sentimental, etc. Fazia a gente de “bobo” toda vez que nos olhava intensamente... as palavras quase saiam pelos olhos tamanho era o esforço e intensidade... às vezes tinha a impressão que ela queria se comunicar comigo telepaticamente... será que eles tem esse dom e nossa mente não está apta para receber tais emissões? Enfim... quando o olhar era ignorado, escapavam alguns sons de “pura reclamação”. Coisa mais linda!

Este ser aprendeu a ficar em duas patas para pedir as coisas. E utilizava de tais malabarismos de maneira eficiente... geralmente para pedir comida. Quem resistia?

Se você é daquelas pessoas que adora ler, ia adorar a Yndy. Ela sempre participava das leituras da família. Não podia ver um livro ou uma revista aberta que lá ia ela sentar em cima. Sim! Enquanto você estava lendo. E jornal?! Meu pai tem o hábito de ler jornal na sala, sentado no sofá ou no chão... de preferência com o jornal apoiado na superfície... Prato cheio! Assim que abria as páginas, lá ia a bonitona ficar em cima.

Ficar sozinha? De jeito nenhum! Ela não suportava ficar sozinha em casa e deixava sua posição muito clara quando puxava o rolo de papel higiênico e espalhava por todos os cômodos. Se fechássemos o banheiro, ela tinha um pouco mais de trabalho, mas achava algo para rasgar.

Assim como a maior parte das mulheres a Yndy tinha duas paixões: batons e chocolate. Sim! Ela comia ambos! Era engraçado porque ela era bem branquinha e quando comia o batom, ficava com a cara toda pintada. E depois nos olhava com a cara “Não fui eu!”. Chocolate ela não podia sentir o cheiro. Chegava até tremer... parecia uma drogada. O barulho do papelzinho era o suficiente para despertar sua atenção e sua obstinação desenfreada até conseguir o que queria.

E quando alguém queria dormir até mais tarde? Que absurdo! Como ela poderia deixar alguém perder o raiar do dia?! Se demorássemos muito na cama e ela cismasse que tava na hora de levantar ela simplesmente subia em cima e fazia uma recepção cheia de brincadeiras... com direito a mordidinhas e cheiro no cangote. Você deve estar pensando... “Ah! Porque vocês não fechavam a porta do quarto?”. De vez em quando fechávamos. E ela ficava lá... parecia um tapete na entrada... ficava cheirando as frestas... e claro, resmungando.

E quando íamos viajar? Nem sempre podíamos levá-la, e às vezes era necessário deixá-la com a minha avó. Era o terror pra ela. (Não pela minha vó, que inclusive tratava a cachorra igual gente. A Yndy é quem mandava por lá. Casa de vó, você sabe, né?!) Voltando ao assunto... quando ela percebia uma “movimentação estranha” em casa... uma agitação... ou mesmo “malas” no corredor... ela se desesperava. Grudava na gente igual cola. Não dava nem pra ir no banheiro sem que ela nos seguisse. Teve um dia que ela fingiu que estava doente. Mal se levantava do lugar. Ficamos preocupados, pois daquela vez ela nos acompanharia. Pensamos em deixá-la... mas resolvemos tentar levá-la. Quando ela subiu no carro cheio de malas e viu que estávamos fazendo um caminho diferente da casa da vó (Sim! Ela reconhecia o caminho!) a bichinha saltou em pé e ficou numa alegria que não dava pra acreditar!

A parte mais difícil depois do “13 de setembro de 2007” (data em que ela nos deixou) era chegar em casa sem a festa que ela fazia ao nos ver. Outro dia, eu e meu irmão fizemos um teste para saber se a recepção que ela fazia tinha ligação com o tempo que ficávamos fora. Saímos de casa, contamos até 10, e em seguida adentramos novamente. Acredita que ela fez a mesma festa que fazia quando passávamos o dia todo fora? Impressionante! Isso que é amor!

Ai Yndy... tantas histórias... tanta saudade... 



sábado, 18 de setembro de 2010

Respeito

O respeito é algo extraordinário.

Pessoas respeitadas geralmente fazem conexões de maior qualidade.

Possuem liderança nata.

Você, por exemplo, só dá ouvidos a quem admira e respeita.

Respeito não se compra, conquista.

Ninguém respeita por respeitar.

Respeito só tem quem é digno, quem é correto, quem é justo.

Não confunda respeito com medo.

O medo não traz respeito,

simplesmente condiciona o indivíduo à submissão

e à latência de sentimentos degenerativos.

Respeito você dá por merecimento.

Só tem quem merece... quem fez por merecer.


(Flávia Kelly - @Flafli)

sábado, 28 de agosto de 2010

Mais sobre paixão...



“O conhecimento é a base igual para todos. Mas é a paixão que traz brilho aos olhos, que vai tirar você do mar da medianidade.” (Arthur Bender)


Leia meu post sobre "PAIXÃO, SENTIMENTO QUE NOS MOVE"



domingo, 22 de agosto de 2010

STOMP - Credcard Hall - 21/08/10


Foto de divulgação do Site Abril. Clique aqui para ler a matéria.


Fui ver o STOMP! Sensacional! O show foi incrível. Valeu a pena. 
Não consegui achar no youtube cenas com o elenco do Brasil, mas seguem alguns trechos do show... que é igualzinho:







E não poderia deixar de falar... 

O brasileiro Marivaldo dos Santos foi a sensação pra mim. O cara é surreal... participou de todas as cenas e interagiu com o público.

NOTA: Me decepcionei com o Credcard Hall ... achei o lugar meia-boca. As poltronas estavam com braço quebrado, o lugar estava meio "zuado". Além disso o pessoal ficava trocando de lugar no meio do show, entrando e saindo... criança chorando... maior palhaçada. Tem gente que não sabe se comportar em evento. 


sábado, 14 de agosto de 2010

Clarice Lispector: "Das Vantagens de Ser Bobo"



O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando".


Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.


O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.


Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona.


Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.


Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"


Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!


Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.


O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.


Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!


Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

A descoberta do mundo: Clarice Lispector

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)


Finalmente fui apresentada à Clarice. Digo, já a conhecia por nome, por fama, mas nunca me interessei. Na época do colégio, não me obrigaram a ler seus livros e contos... Lia Machado de Assis, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, dentre outros... Mas nunca li Clarice. Incrível, não?! Quanto tempo perdi! 
A conheci por acaso... uma amiga me disse que começaria a ler um de seus livros e, ao folheá-lo, lembrou-se de mim... O livro é "A descoberta do mundo". Curiosa, fui pesquisar a autora. Foi amor a primeira vista! Preciso ler as obras desta mulher, urgente! Ela é simplesmente fantástica! Completamente reflexiva... Me identifiquei tanto!

sábado, 7 de agosto de 2010

Saudade de Mim

Sou o tipo de pessoa que se expressa melhor escrevendo. Sempre fui assim. Quando era adolescente fazia relatos diários dos meus pensamentos em uma agenda cheia de adesivos, papéis de bala e canetas coloridas. Minha professora de redação (nunca me esquecerei dela, Profª. Ângela) sempre gostou dos meus textos. Não pela qualidade técnica, pois meus textos sempre foram bem simples. Acho que fui contemplada duas vezes no livro anual das melhores redações da escola porque escrevia com paixão. Enfim... gosto de escrever porque assim tenho tempo para pensar, repensar e mudar minhas palavras, caso seja necessário.

Tenho no perfil do Orkut os depoimentos de dois grandes amigos que descrevem quem sou eu. Inclusive achei esta ferramenta o máximo porque sempre tive dificuldade de me enxergar (E olha que sou grande! Piadinha, não resisti!). O primeiro, Ceskadu, escreveu que sou doce e passional, uma mistura de meiguice com explosão de temperamento (chocolate com pimenta) e, quando faço o que gosto, coloco toda a energia que possuo. O segundo, Samuel, escreveu sobre a minha flexibilidade e paixão em fazer e aprender coisas novas.

A razão de eu contar isso é que não reconheço estas características em mim. É como se eu fosse outra pessoa. É como se eu, sei lá... estivesse acorrentada.
E é estranho dizer isso... mas sinto saudade de mim.
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