quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Jeitinho Brasileiro"

Fonte: Link

Eu odeio o “jeitinho brasileiro”. A esperteza é algo que me irrita profundamente, pois o cara esperto acha que está acima de tudo e de todos.

Eu atribuo o caos da sociedade moderna à este jeitinho. Me envergonho, é claro, de chamá-lo de brasileiro. Mesmo porque, o termo, no fundo, tem uma face nobre, aquela que se diz respeito à capacidade de sobreviver em condições precárias. 

Quero começar falando do trânsito aqui em São Paulo e na região do ABC. Temos muitos exemplos de esperteza, ignorância e falta de educação. Não sei como é nos outros Estados e cidades brasileiras, mas aqui está ficando insuportável. As pessoas querem passar uma por cima das outras. Não existem mais ruas. É uma selva! Costumo inclusive comentar que quem aprende a dirigir por aqui, dirige em qualquer parte do mundo (Ok... talvez perdemos para a China e para Índia... mesmo assim nada justifica). Temos exemplos clássicos de espertões a qualquer instante. Basta observar qualquer esquina por 5 minutos.

Outro dia assisti um programa chamado Zonas de Guerra no canal da NetGeo (National Geographic), episódio “São Paulo” (me desculpem os rapazes com este adendo, mas não podia deixar de comentar que o apresentador, Diego Buñuel, é uma graça!). Enfim... Assim que vi a chamada dizendo que teria um episódio no Brasil, fiquei preocupada. O que faria aqui, na nossa terra, um programa que fala sobre conflitos de guerra como Iraque, Paquistão, Irã, etc... Somos tão pacíficos! A chamada me deixou ainda mais curiosa:

“Com cerca de 20 milhões de habitantes, São Paulo, no Brasil, é a maior cidade do hemisfério sul e se caracteriza pela contradição. Nela, a cidade mais rica da América Latina, os ricos empresários voam de helicóptero para o trabalho e seus filhos adolescentes saem para ir ao shopping center em seus carros blindados enquanto dois terços da população vivem em residências irregulares e improvisadas, as chamadas favelas, repletas de corrupção e violência. Em "Dont Tell My Mother I am in Sao Paulo", Diego Buñuel convive com grafiteiros, desvia de balas e até leva um soco em nome de Jesus enquanto busca um ponto em comum entre ricos e pobres” (Fonte: NetGeo).


Claro que eu assisti. Não podia perder isso por nada. E não é que fazia sentido?! Nossos contrastes sociais refletem conflitos sérios, e que, de tão acostumados a isso, achamos tudo muito normal. Guerra?! Ahhh só se for no Oriente Médio. Aqui não tem isso. Imagina!

Para não fugir muito do meu tema inicial, citei este programa porque ele tratou de 3 assuntos interessantes a serem abordados: trânsito, pichação e religião. Três temas cheios de esperteza!

O trânsito já comentei nos parágrafos acima. Só acrescento que o problema de haver uma grande frota na cidade facilita a geração de espertos. A natureza da esperteza aflora nos corações habilitados...

A pichação é uma vergonha! O apresentador acompanhou uma noite de pichação no centro da cidade e em dado momento perguntou ao vândalo: “O espaço que você acabou de pichar deve ter uma família morando... você já pensou nisso?”. E a resposta foi: “A família está da janela pra dentro... da janela pra fora o espaço é público”. Vejam só que resposta típica de esperteza. O esperto não enxerga limites entre o seu espaço e do outro. Ele transpassa limites por se achar no direito.

Com relação à religião prefiro não fazer muitos comentários, mas é sabido por todos que alguns se aproveitam da fé alheia em movimentos típicos de esperteza.

Não quero me alongar muito neste post para não ficar cansativo e repetitivo. Sendo assim, finalizo perguntando a você que chegou até aqui: Onde estão nossos limites? Esperteza é motivo de orgulho nacional?

Para quem quiser assistir a chamada do programa que citei, segue abaixo:












OBS: Sabiam que São Paulo é a cidade que mais vende blindagem no mundo? Descobri neste programa.  Pois é... mas isso é tema para outro post.

Em complemento ao tema indico a leitura de um texto da Clarice Lispector intitulado: “Das vantagens de ser bobo” e o post da .



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sobre blogs, talentos e paixões...



Outro dia escrevi um post intitulado Paixão, sentimento que nos move e citei alguns exemplos de pessoas envolventes e talentosas que nos prestigiam com seu trabalho, entusiasmo e arte. Não é à toa que o sucesso vem a elas naturalmente. No post revelei o quanto gostaria de encontrar uma paixão como a deles... e agora,  gostaria de fazer um adendo para expressar algumas descobertas.


Autoconhecimento é algo muito difícil de ser trabalhado, pois exige que você tenha uma visão realista sobre você mesmo. Eu tenho tentado praticar isso para encontrar minhas paixões. Inclusive, vocês encontrarão nos meus textos algumas auto-análises e devaneios sobre a minha pessoa. Juro que não sou egocêntrica. Prometo inclusive que desta vez só vai durar um parágrafo. Rs... Enfim... descobri que sou apaixonada por tudo que faço, pois sempre dou o melhor de mim aos projetos e às pessoas... mas nunca é o bastante. O que existe de latente no meu caso não é a paixão em si, mas sim a necessidade de ser alguém melhor a cada dia. É a necessidade de me renovar a todo instante. É um ciclo infinito. Acho que é por isso que adoro ler. Sou surpreendida constantemente. Quero coisas novas o tempo todo. A arte e a cultura me inspiram. Pessoas me inspiram.

Enfim, antes que eu termine o texto entediando a todos ou exclamando clichês (o que acho péssimo!), quero lançar uma pergunta: Quem disse que todo talento é visível aos nossos olhos?  

Muitas pessoas possuem habilidades extremamente necessárias para a composição da nossa sociedade. Elas dão equilíbrio à tudo. E não necessariamente possuem habilidades visíveis a olho nu. Saber ouvir e lidar com o outro é um talento... nem todo mundo consegue.

Nos últimos dias por exemplo, conheci blogueiras muito carinhosas que passaram a dar uma olhadinha aqui no meu espaço toda a vez que escrevo um post. Este retorno é gratificante, pois pessoas que sequer me conhecem, deram chance aos meus textos e opiniões.  O que isso tem a ver com talento? TUDO! Saber receber e compartilhar não é algo natural do ser humano... nem todo mundo consegue. Já nascemos egoístas, repararam? Choramos o tempo todo porque queremos e dependemos de atenção.

Aqui vai meu muito obrigada às meninas que sabem receber de maneira ímpar. Dar atenção à grande quantidade de seguidores e ainda receber novatos não é tarefa fácil. Saibam que aos meus olhos, independente de outras habilidades que possuam, são extremamente talentosas. Estou motivada não apenas pelas visitas que recebi, mas também pelos conteúdos produzidos por vocês:  


Ana: Pelos Caminhos da Vida
Cê: Cantinho da Cê
Claudia Resende: Dicas & Suor
Dama de Cinzas: Confissões Ácidas
Fant: Tecnologia & Vida & Variedades
Fernanda Reali: Fernanda Reali - A gente escolhe ser feliz
Kátia Bonfadini: Casos e Coisas da Bonfá
Izabel: Kontos da Kimera
Macá: Agenda Ilustrada
Nilce: A Vida de uma Guerreira
Tati Pastorello: Perguntas em Resposta

Termino dizendo que esta é a maravilha da internet. Conecta pessoas de diferentes lugares, talentos diversos e interesses em comum à um clique de distância. Muito obrigada a todos. É bom aprender com a diversidade.

OBS: Ahhhh... e continuem lendo e espalhando posts! 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

...Reticências...



Desde pequena sempre gostei de ler e escrever. Redação era minha matéria favorita na escola, mas nunca me julgava ser capaz de escrever coisas importantes, relevantes, ou que alguém pudesse se interessar em ler. Meus textos sempre foram simples. Nada muito elaborado ou de palavras difíceis. Saem assim... naturalmente.

Talvez as reticências sejam minha marca registrada. Adoro estes três pontinhos... vocês irão encontrá-lo aqui várias vezes. Acho que eles tem um certo charme pois deixam o texto respirar sem perder o sentido... que pode estar do outro lado da frase... ou subtendido. É uma pausa obrigatória e na maioria das vezes emocional (intenso... adoro!).

Segundo Houaiss: Reticências - Substantivo Feminino Plural - na produção textual, três pontos, dispostos paralelamente à linha e ao lado de alguma palavra e usado para marcar uma pausa no enunciado; podendo indicar omissão de alguma coisa que não se quer revelar; emoção demasiada, insinuação etc.

Minha vida é coberta de reticências
...muitas lembranças nas entrelinhas do dia-a-dia
...descobertas
...revelações
...amores
...decepções
...desejos
...dúvidas
...mistérios

Permitam-se divagar pelas sensações reticentes. Evitem o ponto final de vez em quando... as pausas podem fazer maravilhas ao seu contexto. Pense nisso!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sofrimentos de uma mente ansiosa


Coração disparado. Respiração sôfrega. O tempo não passa. Tenho boas vibrações, mas preciso ver o resultado. O que vale é o resultado, não é? Fiz o que podia. Fiz? Tá bom... sei que fiz. Ah... se eu não fosse tão ansiosa! Por que sofrer? Não há motivo algum, há!? Ou passei ou não passei. Simples assim.
 A sorte já foi lançada. Como é aquele provérbio chinês mesmo? "Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida." Só checando... lancei a flecha, disse o que tinha que dizer, e estou aguardo a oportunidade. Isso mesmo! É só aguardar... Pronto! Tô aguardando... Mas cadê?! Cadê MEU DEUS! Por que não me falam logo?! Por quê? Por quê? Por quê?!
Ai... tô chata!
Parei.
Agora vou esperar de verdade! Eu tenho autocontrole. Eu domino minha mente. Claro que parte da minha vida depende disso. Mas se não ser certo, vou superar. Sei que vou. Tenho uma família que me ama. Um maridão me apóia bastante... Ahhh mas se eu passar TUDO MELHORA - a minha vida e a de todos ao meu redor, afinal ninguém vai me ouvir reclamar... OK! Deus, eu prometo não reclamar... vou ser boazinha... eu JURO! Tá bom... viver sem reclamar de nada talvez seja impossível... vou melhorar. Pronto! É isso! Vou me policiar. Isso eu posso cumprir! Prometido! Melhorias agora fazem parte do planejamento.
Já são 18:00hs! Será que é esse o horário de atualização do servidor? Vou verificar... Não. Peraí... melhor esperar até 18:05hs... deve demorar uns minutinhos para ocorrer toda a atualização. E mais, e se meu relógio não estiver em sincronia com o deles? Tô esperando... enquanto isso posso trabalhar... escrever... adoro escrever! Me relaxa! Isso! Tô escrevendo... ai ... que delícia... palavras saem naturalmente... tô digitando em um teclado gostoso... e sujo! Nossa que sujeira! Eca! Vou limpar...

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Pronto! Assim tá melhor!
Tá vendo?! Já passaram mais alguns minutinhos... agora vou olhar... e... e... e...
NADA! Tô na mesma!
Odeio esperar! Ai como odeio... mas se for para receber uma boa notícia então vale a pena. É isso! Vai ser uma boa notícia!
Tô esperando...
Você já deve estar de saco cheio, né?! Eu também! Ai que demora! MEU DEUS! ME AJUDA!
Meu marido outro dia disse que queria ler minha mente para saber o que penso. Rs... Eis o que penso! Tá lendo minha mente neste exato momento. Viu?! Sou assim! Um turbilhão de pensamentos... não paro de pensar... minha cabeça é um maquinário desenfreado... as conversas comigo mesma são profundas... vezes agradáveis, vezes investigativa, vezes atordoadas, vezes impaciente... ai. Cansei. Eu me canso! Como é difícil ser eu mesma. Queria que meu marido fosse eu por um único dia. Acho que ele ia passar o dia rindo das coisas que eu penso. Bom... melhor rir do que chorar. Eu queria estar rindo agora. Rindo de alegria por ter passado para a próxima fase. Esse emprego é minha cara! Eles precisam enxergar isso! Sou perfeita para a tarefa. Como não podia ser? Amante da cultura... dança... literatura... internet... marketing... Gente! Sou EU! Definitivamente não vejo outra pessoa pra isso. Tô até trabalhando meu probleminha de auto-censura... comecei a escrever um blog. Rs...
Ainda bem que não tenho pressão alta. Meu irmão tem. Isso me lembra uma coisa ... Paulo, se estiver lendo isso agora, está proibido de corrigir meus erros de português. Tô estressada e nestas condições não existem erros... a língua falada é a melhor opção.
SAIU... o resultado saiu!
Não consigo me conter... não consigo nem ler... GENTE! PASSEI! Tô na final! Uhuuuuuuuuuu
Aaaaaaaaaaaaaaaaah que legal! Nã nã nã nã (vocês não podem me ver, mas estou fazendo uma dancinha tosca!).
Ufa! Que alívio... Obrigada a todos que conseguiram chegar até a última linha deste texto!
Agora vou comer um chocolate! Eu mereço! Você devia fazer o mesmo... foi duro até chegar aqui.  

domingo, 26 de setembro de 2010

Para relaxar...

Gente... Hoje eu estava precisando de uma massagem como esta... Será que ele tem um horário disponível?

sábado, 25 de setembro de 2010

Kiwi - Em Busca de um Sonho

Encontrei este vídeo emocionante sobre um personagem fofo chamado Kiwi. Trata-se da realização de um sonho. Difícil não se comover.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

YNDY: Amor Incondicional


Recebi por e-mail um texto muito interessante, no entanto sem autor. 

Confesso que mexeu bastante comigo pois me fez lembrar de bons momentos ao lado de um ser que me amou intensa e incondicionalmente.
Antes de qualquer comentário segue o texto. Não me culpe se desencadear emoções fortes em você também...

Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:

Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule e brinque todos os dias.
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
Se alimente com gosto e entusiasmo.
Coma só o suficiente.
Seja leal.
Nunca pretenda ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo....
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.
A amizade verdadeira não aceita imitações!

E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!  



Yndy era o seu nome. Uma micro-poodle branca (parecia uma nuvem), de personalidade forte e extremamente mimada. Tinha ciúmes de tudo e de todos. Não suportava ficar sozinha e exigia participar de todos os momentos com a família. Foi embora desta vida ainda debutante. Foram 15 anos de amor, ciúmes, pirraças, fidelidade, alegrias, descontração, teimosia, chantagem sentimental, etc. Fazia a gente de “bobo” toda vez que nos olhava intensamente... as palavras quase saiam pelos olhos tamanho era o esforço e intensidade... às vezes tinha a impressão que ela queria se comunicar comigo telepaticamente... será que eles tem esse dom e nossa mente não está apta para receber tais emissões? Enfim... quando o olhar era ignorado, escapavam alguns sons de “pura reclamação”. Coisa mais linda!

Este ser aprendeu a ficar em duas patas para pedir as coisas. E utilizava de tais malabarismos de maneira eficiente... geralmente para pedir comida. Quem resistia?

Se você é daquelas pessoas que adora ler, ia adorar a Yndy. Ela sempre participava das leituras da família. Não podia ver um livro ou uma revista aberta que lá ia ela sentar em cima. Sim! Enquanto você estava lendo. E jornal?! Meu pai tem o hábito de ler jornal na sala, sentado no sofá ou no chão... de preferência com o jornal apoiado na superfície... Prato cheio! Assim que abria as páginas, lá ia a bonitona ficar em cima.

Ficar sozinha? De jeito nenhum! Ela não suportava ficar sozinha em casa e deixava sua posição muito clara quando puxava o rolo de papel higiênico e espalhava por todos os cômodos. Se fechássemos o banheiro, ela tinha um pouco mais de trabalho, mas achava algo para rasgar.

Assim como a maior parte das mulheres a Yndy tinha duas paixões: batons e chocolate. Sim! Ela comia ambos! Era engraçado porque ela era bem branquinha e quando comia o batom, ficava com a cara toda pintada. E depois nos olhava com a cara “Não fui eu!”. Chocolate ela não podia sentir o cheiro. Chegava até tremer... parecia uma drogada. O barulho do papelzinho era o suficiente para despertar sua atenção e sua obstinação desenfreada até conseguir o que queria.

E quando alguém queria dormir até mais tarde? Que absurdo! Como ela poderia deixar alguém perder o raiar do dia?! Se demorássemos muito na cama e ela cismasse que tava na hora de levantar ela simplesmente subia em cima e fazia uma recepção cheia de brincadeiras... com direito a mordidinhas e cheiro no cangote. Você deve estar pensando... “Ah! Porque vocês não fechavam a porta do quarto?”. De vez em quando fechávamos. E ela ficava lá... parecia um tapete na entrada... ficava cheirando as frestas... e claro, resmungando.

E quando íamos viajar? Nem sempre podíamos levá-la, e às vezes era necessário deixá-la com a minha avó. Era o terror pra ela. (Não pela minha vó, que inclusive tratava a cachorra igual gente. A Yndy é quem mandava por lá. Casa de vó, você sabe, né?!) Voltando ao assunto... quando ela percebia uma “movimentação estranha” em casa... uma agitação... ou mesmo “malas” no corredor... ela se desesperava. Grudava na gente igual cola. Não dava nem pra ir no banheiro sem que ela nos seguisse. Teve um dia que ela fingiu que estava doente. Mal se levantava do lugar. Ficamos preocupados, pois daquela vez ela nos acompanharia. Pensamos em deixá-la... mas resolvemos tentar levá-la. Quando ela subiu no carro cheio de malas e viu que estávamos fazendo um caminho diferente da casa da vó (Sim! Ela reconhecia o caminho!) a bichinha saltou em pé e ficou numa alegria que não dava pra acreditar!

A parte mais difícil depois do “13 de setembro de 2007” (data em que ela nos deixou) era chegar em casa sem a festa que ela fazia ao nos ver. Outro dia, eu e meu irmão fizemos um teste para saber se a recepção que ela fazia tinha ligação com o tempo que ficávamos fora. Saímos de casa, contamos até 10, e em seguida adentramos novamente. Acredita que ela fez a mesma festa que fazia quando passávamos o dia todo fora? Impressionante! Isso que é amor!

Ai Yndy... tantas histórias... tanta saudade... 



sábado, 18 de setembro de 2010

Respeito

O respeito é algo extraordinário.

Pessoas respeitadas geralmente fazem conexões de maior qualidade.

Possuem liderança nata.

Você, por exemplo, só dá ouvidos a quem admira e respeita.

Respeito não se compra, conquista.

Ninguém respeita por respeitar.

Respeito só tem quem é digno, quem é correto, quem é justo.

Não confunda respeito com medo.

O medo não traz respeito,

simplesmente condiciona o indivíduo à submissão

e à latência de sentimentos degenerativos.

Respeito você dá por merecimento.

Só tem quem merece... quem fez por merecer.


(Flávia Kelly - @Flafli)
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