Recebi
por e-mail um texto muito interessante, no entanto sem autor.
Confesso que
mexeu bastante comigo pois me fez lembrar de bons momentos ao lado de um ser
que me amou intensa e incondicionalmente.
Antes de qualquer comentário segue o texto. Não me culpe se desencadear emoções fortes em você também...
Antes de qualquer comentário segue o texto. Não me culpe se desencadear emoções fortes em você também...
Se um
cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:
Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
Corra, pule e brinque todos os dias.
Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo
da sombra de uma árvore.
Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça
as pazes novamente.
Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
Se alimente com gosto e entusiasmo.
Coma só o suficiente.
Seja leal.
Nunca pretenda ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo....
Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e
mostre que você está ali para confortar.
A amizade verdadeira não aceita imitações!
E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!
Yndy
era o seu nome. Uma micro-poodle branca (parecia uma nuvem), de personalidade
forte e extremamente mimada. Tinha ciúmes de tudo e de todos. Não suportava
ficar sozinha e exigia participar de todos os momentos com a família. Foi
embora desta vida ainda debutante. Foram 15 anos de amor, ciúmes, pirraças,
fidelidade, alegrias, descontração, teimosia, chantagem sentimental, etc. Fazia
a gente de “bobo” toda vez que nos olhava intensamente... as palavras quase
saiam pelos olhos tamanho era o esforço e intensidade... às vezes tinha a
impressão que ela queria se comunicar comigo telepaticamente... será que eles
tem esse dom e nossa mente não está apta para receber tais emissões? Enfim... quando o olhar era ignorado, escapavam alguns sons de “pura reclamação”.
Coisa mais linda!
Este
ser aprendeu a ficar em duas patas para pedir as coisas. E utilizava de tais
malabarismos de maneira eficiente... geralmente para pedir comida. Quem
resistia?
Se
você é daquelas pessoas que adora ler, ia adorar a Yndy. Ela sempre participava
das leituras da família. Não podia ver um livro ou uma revista aberta que lá ia
ela sentar em cima. Sim! Enquanto você estava lendo. E jornal?!
Meu pai tem o hábito de ler jornal na sala, sentado no sofá ou no chão... de preferência
com o jornal apoiado na superfície... Prato cheio! Assim que abria as páginas,
lá ia a bonitona ficar em cima.
Ficar
sozinha? De jeito nenhum! Ela não suportava ficar sozinha em casa e deixava sua
posição muito clara quando puxava o rolo de papel higiênico e espalhava por
todos os cômodos. Se fechássemos o banheiro, ela tinha um pouco mais de
trabalho, mas achava algo para rasgar.
Assim
como a maior parte das mulheres a Yndy tinha duas paixões: batons e chocolate. Sim!
Ela comia ambos! Era engraçado porque ela era bem branquinha e quando comia o
batom, ficava com a cara toda pintada. E depois nos olhava com a cara “Não fui
eu!”. Chocolate ela não podia sentir o cheiro. Chegava até tremer... parecia
uma drogada. O barulho do papelzinho era o suficiente para despertar sua
atenção e sua obstinação desenfreada até conseguir o que queria.
E
quando alguém queria dormir até mais tarde? Que absurdo! Como ela poderia
deixar alguém perder o raiar do dia?! Se demorássemos muito na cama e ela
cismasse que tava na hora de levantar ela simplesmente subia em cima e fazia
uma recepção cheia de brincadeiras... com direito a mordidinhas e cheiro no
cangote. Você deve estar pensando... “Ah! Porque vocês não fechavam a porta do
quarto?”. De vez em quando fechávamos. E ela ficava lá... parecia um tapete na
entrada... ficava cheirando as frestas... e claro, resmungando.
E
quando íamos viajar? Nem sempre podíamos levá-la, e às vezes era necessário
deixá-la com a minha avó. Era o terror pra ela. (Não pela minha vó, que inclusive
tratava a cachorra igual gente. A Yndy é quem mandava por lá. Casa de vó, você
sabe, né?!) Voltando ao assunto... quando ela percebia uma “movimentação
estranha” em casa... uma agitação... ou mesmo “malas” no corredor... ela se
desesperava. Grudava na gente igual cola. Não dava nem pra ir no banheiro sem
que ela nos seguisse. Teve um dia que ela fingiu que estava doente. Mal se
levantava do lugar. Ficamos preocupados, pois daquela vez ela nos acompanharia.
Pensamos em deixá-la... mas resolvemos tentar levá-la. Quando ela subiu no
carro cheio de malas e viu que estávamos fazendo um caminho diferente da casa
da vó (Sim! Ela reconhecia o caminho!) a bichinha saltou em pé e ficou numa
alegria que não dava pra acreditar!
A
parte mais difícil depois do “13 de setembro de 2007” (data em que ela nos
deixou) era chegar em casa sem a festa que ela fazia ao nos ver. Outro dia, eu
e meu irmão fizemos um teste para saber se a recepção que ela fazia tinha
ligação com o tempo que ficávamos fora. Saímos de casa, contamos até 10, e em
seguida adentramos novamente. Acredita que ela fez a mesma festa que fazia
quando passávamos o dia todo fora? Impressionante! Isso que é amor!




