sábado, 1 de outubro de 2011

Nasce uma mãe!

Ser mãe tem sido a coisa mais difícil que já fiz na vida. Achava que era natural, afinal, sou mulher... Me enganei. Nos últimos três meses tive que lidar com emoções e sensações jamais imaginadas. A primeira coisa que senti foi medo. Um medo muito grande. Fiquei paralisada, incapaz. Como eu tomaria conta daquele ser tão frágil?! Logo eu?! Estava "deixando" de ser filha para transformar-me em mãe.

O Theo ficou uma semana na UTI Neonatal porque nasceu com líquido amniótico no pulmão. O apressadinho quis chegar com apenas 36 semanas de gestação. Muito querido e esperado, na "hora H" não me senti preparada. A chegada dele era algo que eu ansiava, mas não aconteceu como eu planejava... ainda ia trabalhar mais uma semana para me concentrar no grande dia. 

Embora seja possível compreender o amor de uma mãe/pai pelo seu filho, acredito que as coisas ocorrem através de experiências diferentes para cada pessoa. A relação e a sua intensidade desenvolve aos poucos. Pode até ser que alguns sintam isso instantaneamente. Mas comigo não foi assim. No início não me sentia mãe. Tudo era surreal! A minha ficha demorou para cair. Tê-lo em meus braços não era suficiente para acreditar que agora eu era responsável por uma vida. Talvez esse sentimento (ou a falta dele) fez com que meu leite secasse... tive leite por aproximadamente 20 dias e depois ele foi ficando insuficiente para tamanha a fome do meu filho. Meu médico dizia que tudo era psicológico e acho que ele tinha razão. Mas como me fazer sentir mãe?! Se com meu bebê nos braços isso não ocorria, o que poderia desencadear tal sentimento?!

Assim como ele precisava de um tempo para se adaptar ao mundo, eu precisei de tempo para me adaptar a ele. Era preciso soltar todas as minhas amarras e entender que não havia possibilidade de controlar a vida a partir daquele momento. Tudo passou a girar em torno do Theo. Durante nove meses o mundo girava ao meu redor e num passe de mágica deixei de existir.

E acho que foi assim que nasceu a mãe dentro de mim. Eu precisava deixar de existir para nascer novamente... e desta vez, nascer mãe. Com a licença poética de um termo da Laura Gutman (Livro "A Maternidade"), tornei-me uma mãe-bebê. Estou engatinhando nesta nova fase da minha vida e tem sido um mundo de descobertas fantástico. No meu caso, descobri que amava meu filho quando parei de me importar de acordar de madrugada... quando parei de me importar de não entender o porquê que ele chora... continuamos aprendendo juntos e dentro do nosso tempo. A nossa relação não poderia ser diferente. Está sendo construída no dia-a-dia, com muito amor e compreensão.

Amo meu filho! Não imagino minha vida fazendo sentido sem ele. 

E uma coisa vocês devem concordar comigo... não há coisa mais gostosa no mundo do que acordar com um sorriso desses... 

Theo - 3 meses



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Relações Pais e Filhos


Parte 1: Dependência 

As relações humanas nos tornam seres complexos, e se formos mais à fundo e estudarmos as convenções sociais familiares chegaremos a conclusão que somos todos loucos. Muitas vezes me deparo em meio a várias teorias para entender o porquê fulano é assim e ciclano é “assado”.

É fato que somos fruto da criação/educação que tivemos e das escolhas que tomamos no decorrer da vida. Todos os dias temos que decidir entre manter o mesmo caminho ou mudar a direção. Algumas vezes nossas escolhas cruzam com outras pessoas, outras vezes impactam apenas em nossas próprias vidas. Mas voltando ao assunto inicial, muitas das nossas decisões impactam na vida familiar.

Agora que estou grávida talvez comece a entender um pouco mais a fundo a respeito de laços e vínculos. A primeira pergunta a ser respondida é... por que ter filhos? No meu caso, tudo foi planejado e tem seguido o curso “natural” da vida... estudei, consegui emprego, encontrei alguém para dividir minha vida, compramos nossa casa, casamos, e agora vamos colocar no mundo alguém para dar seguimento às nossas conquistas... vamos dar vida a alguém que marcará nossa passagem por este mundo... Seria essa a resposta, então?! Talvez essa seja a solução momentânea que posso dar, afinal, tenho um longo caminho a percorrer e a única certeza é a de que minhas visões de mundo podem mudar de uma hora para outra através das experiências vividas.

Deve ser muito difícil para uma mãe/pai não contaminar os filhos com suas frustrações e experiências ruins. Alguns temem que sua cria torne a repetir seus erros, outros querem se realizar através dos filhos, e há ainda os que querem controlar e tê-los apenas para si para suprir suas carências.

Essa relação de dependência entre pais e filhos deve ser avaliada com calma. Principalmente quando os papéis se invertem. A princípio os filhos precisam dos pais para absolutamente tudo, desde suas necessidades físicas e fisiológicas até a orientação e o investimento financeiro. Ao decorrer do tempo, a situação se inverte devido às limitações no período de envelhecimento... a saúde passa não ser mais a mesma... o tempo parece passar mais depressa... o idoso fica cada vez mais lento, e o mundo, que está em constante transformação, não espera por ninguém...

Vou fazer uma analogia para ver se fica mais fácil a compreensão do que quero transmitir... Pense: Passarinho que viveu numa gaiola e foi solto para desbravar os céus... vai ser feliz se tiver que voltar viver preso na mesma gaiola?

Vamos expandir esta idéia...

Nascemos dentro de uma gaiola e lá permanecemos até iniciarmos a fase adulta. Neste meio tempo aprendemos o certo e o errado e somos impulsionados a ir em busca do céu. Começamos a tomar decisões e buscamos aprender com experiências externas. Descobrimos o mundo... e sentimos necessidade de ter a própria gaiola... mas essa não será exatamente igual a antiga, será feita de acordo com nossos princípios, regras e experiências.

Levando em consideração este ciclo, para os que precisam entrar em uma gaiola construída por outro pássaro, é necessário voltar a ser passarinho e a desistir de sua antiga gaiola (se ela existir). É preciso desistir do comando e deixar-se levar pela experiência de dependência da mesma forma que aconteceu no início da vida. Se você depende do outro e vai mudar-se para a gaiola dele, não pode querer levar consigo sua própria gaiola dentro da bagagem. Não há espaço para duas gaiolas num mesmo ambiente, exceto se elas forem colocadas lado a lado.

Somos todos dependentes dentro do círculo social familiar. Precisamos apenas saber discernir entre o momento de liderar e o momento de ser liderado. É muito mais fácil deixar-se orientar na fase jovem do que na fase idosa. Talvez pedir a alguém que já viveu tanto tempo para começar do zero seja algo extremamente complicado... mas talvez seja esse o sentido da vida... não ter medo de recomeçar com as condições que possui... nada nesta vida é permanente.

Reminiscências do passado só têm valor sentimental. A vida continua e não vai parar porque você adquiriu limitações físicas. É preciso aprender a conviver com isso. É como muitos deficientes físicos de sucesso pensam. É necessário encontrar uma forma de ser feliz dentro das próprias condições e compreender que a ajuda que vem do “outro” nem sempre virá da forma que desejamos. Apenas para esclarecer meu ponto de vista, um pai/mãe nunca deve abandonar o filho, e vice-versa. A relação deve ser estreita entre ambas as partes e acordadas de forma que todos possam se beneficiar com uma boa convivência.

Converso muito com meu marido e aprendemos que a convivência de adultos debaixo do mesmo teto só é possível se todos:

... tiverem a mesma visão de mundo
... puderem respeitar o espaço “do outro”
... estiverem dispostos a ouvir “o outro”
... reconhecerem seus próprios erros. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Novidades! Estou Grávida!

Anne Guedes
Depois de muito tempo, cá estou de volta! Meu final de ano e início de 2011 foi recheado de novidades! E a principal delas é que estou grávida! Feliz da vida! Completei 16 semanas (4 meses) hoje! Vou colocar no mundo meu primeiro baby... agora só falta plantar uma árvore e escrever um livro! 

Estive afastada por falta de tempo e por algumas noites de mal estar e muito sono. Eu seria injusta se dissesse que minha gravidez não tem sido tranqüila. Enjoei poucas vezes... mas nunca cheguei “às vias de fato” de colocar comida pra fora... só mal estar mesmo. Meus seios no início doeram bastante, mas agora está tudo ótimo. Sinto muito sono (muito mesmo) e muita fome (tenho conseguido me controlar um pouco embora seja difícil). A única coisa que me incomoda é o pé direito inchado. Fora isso está tudo ótimo! Tudo dentro dos conformes!

Já fiz 2 ultra-sons, o primeiro quando era um embriãzinho com o coraçãozinho batendo; o segundo foi o morfológico do primeiro trimestre. Infelizmente não deu pra saber o sexo ainda... estou ansiosa... e espero que no ultra-som de março eu consiga descobrir. Pode parecer clichê, mas minha maior preocupação não é saber o sexo, mas sim ter certeza que o baby está desenvolvendo perfeitinho! Saber se é menino ou menina só me servirá como base de enxoval, pois ainda não tenho filhos e o que vier será amado independente do gênero. 

Mas é isso aí... voltei com meus posts e espero receber muitas dicas de quem já passou por essa experiência!

Prometo ir atualizando minhas visitas aos pouquinhos... tô em débito com muitos blogs! 
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