sábado, 28 de agosto de 2010

Mais sobre paixão...



“O conhecimento é a base igual para todos. Mas é a paixão que traz brilho aos olhos, que vai tirar você do mar da medianidade.” (Arthur Bender)


Leia meu post sobre "PAIXÃO, SENTIMENTO QUE NOS MOVE"



domingo, 22 de agosto de 2010

STOMP - Credcard Hall - 21/08/10


Foto de divulgação do Site Abril. Clique aqui para ler a matéria.


Fui ver o STOMP! Sensacional! O show foi incrível. Valeu a pena. 
Não consegui achar no youtube cenas com o elenco do Brasil, mas seguem alguns trechos do show... que é igualzinho:







E não poderia deixar de falar... 

O brasileiro Marivaldo dos Santos foi a sensação pra mim. O cara é surreal... participou de todas as cenas e interagiu com o público.

NOTA: Me decepcionei com o Credcard Hall ... achei o lugar meia-boca. As poltronas estavam com braço quebrado, o lugar estava meio "zuado". Além disso o pessoal ficava trocando de lugar no meio do show, entrando e saindo... criança chorando... maior palhaçada. Tem gente que não sabe se comportar em evento. 


sábado, 14 de agosto de 2010

Clarice Lispector: "Das Vantagens de Ser Bobo"



O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando".


Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.


O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.


Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona.


Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.


Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"


Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!


Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.


O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.


Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!


Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

A descoberta do mundo: Clarice Lispector

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)


Finalmente fui apresentada à Clarice. Digo, já a conhecia por nome, por fama, mas nunca me interessei. Na época do colégio, não me obrigaram a ler seus livros e contos... Lia Machado de Assis, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, dentre outros... Mas nunca li Clarice. Incrível, não?! Quanto tempo perdi! 
A conheci por acaso... uma amiga me disse que começaria a ler um de seus livros e, ao folheá-lo, lembrou-se de mim... O livro é "A descoberta do mundo". Curiosa, fui pesquisar a autora. Foi amor a primeira vista! Preciso ler as obras desta mulher, urgente! Ela é simplesmente fantástica! Completamente reflexiva... Me identifiquei tanto!

sábado, 7 de agosto de 2010

Saudade de Mim

Sou o tipo de pessoa que se expressa melhor escrevendo. Sempre fui assim. Quando era adolescente fazia relatos diários dos meus pensamentos em uma agenda cheia de adesivos, papéis de bala e canetas coloridas. Minha professora de redação (nunca me esquecerei dela, Profª. Ângela) sempre gostou dos meus textos. Não pela qualidade técnica, pois meus textos sempre foram bem simples. Acho que fui contemplada duas vezes no livro anual das melhores redações da escola porque escrevia com paixão. Enfim... gosto de escrever porque assim tenho tempo para pensar, repensar e mudar minhas palavras, caso seja necessário.

Tenho no perfil do Orkut os depoimentos de dois grandes amigos que descrevem quem sou eu. Inclusive achei esta ferramenta o máximo porque sempre tive dificuldade de me enxergar (E olha que sou grande! Piadinha, não resisti!). O primeiro, Ceskadu, escreveu que sou doce e passional, uma mistura de meiguice com explosão de temperamento (chocolate com pimenta) e, quando faço o que gosto, coloco toda a energia que possuo. O segundo, Samuel, escreveu sobre a minha flexibilidade e paixão em fazer e aprender coisas novas.

A razão de eu contar isso é que não reconheço estas características em mim. É como se eu fosse outra pessoa. É como se eu, sei lá... estivesse acorrentada.
E é estranho dizer isso... mas sinto saudade de mim.

domingo, 13 de junho de 2010

PAIXÃO, sentimento que nos move!

Esta semana o tema é paixão. E não se trata daquela que envolve duas pessoas. Falo daquela que te impulsiona. Falo do sentimento que move as pessoas.

Você já parou para se perguntar qual é a sua paixão? Eu já pensei sobre isso inúmeras vezes e até agora não cheguei a uma conclusão. Eu até poderia dizer que me apaixono constantemente por coisas diferentes, o que não é mentira. Mas “aquela”, algo profundo, enraizado, especial... eu ainda não encontrei, acho até que é algo latente em mim.

Fico encantada pelos diversos exemplos de paixão que temos pelo mundo. Essa semana fui “apresentada” a duas pessoas que são perfeitos exemplos deste tema.

Na sexta, meu chefe indicou um espetáculo do SESC chamado “Naturalmente”, com Antônio Nóbrega (http://www.antonionobrega.com.br/). Esse cara é um pernambucano de 58 anos que flutua no palco. Olha só... ele é músico, compositor, dançarino, ator e pesquisador. Como diz o ditado popular, “ele assovia e chupa cana ao mesmo tempo”. O fato é que fui assisti-lo e constatei como é impressionante a paixão deste homem por seu ofício. A começar pela proposta do show que surgiu de uma pesquisa cujo principal objetivo era entender a movimentação do corpo dentro dos vários ritmos. Que profundo, não? Você já parou para pensar como surgem os movimentos dentro da dança? Você sai da apresentação com vontade de dançar. É motivacional! Ele consegue transmitir às pessoas o prazer de dançar, o prazer de sentir a música. Somente alguém apaixonado conseguiria explicar algo tão denso. A paixão é energia. Ela contagia todos ao redor fervorosamente.

No sábado, eu e o Tiago fomos à casa de um casal de amigos. Foi a segunda vez que encontrei a Carol, esposa do Marcelo, que por sua vez foi colega de trabalho do meu maridão. Ela, por si só, é uma pessoa apaixonada, pois aparentemente se envolve bastante com tudo que faz. Repito, não a conheço tão bem, mas as duas vezes que a encontrei, saí de lá motivada. Uma sensação boa de procurar objetivos e metas para cumprir, sei lá... Enfim... naquela noite ela me “apresentou” um cantor canadense chamado Justin Hines (http://www.justinhines.com/) e me mostrou o clipe da música “Courage" conforme podem conferir abaixo.






Ao assistir dá para entender o porquê coloquei-o como exemplo neste post sobre paixão. Esse cara é tetraplégico e um exímio cantor e compositor. As letras de suas músicas são extremamente motivacionais, emocionais, sensacionais, e todo “ais” que você puder acrescentar. Rs... E aí vem a pergunta... o que move uma pessoa com tantas limitações físicas e tantos motivos para não querer viver? É a paixão! Só pode ser... É um alto grau de conhecimento de si mesmo, de sensibilidade, de saber para onde quer ir... e seguir em frente... e claro:
CORAGEM!

Será que é isso que me falta? Será que é isso que me impede de ver o que há de latente em mim? Fica aqui a lição de casa... quem sabe um dia faço um blog sobre a minha paixão!

sábado, 29 de maio de 2010

Defini o tema da minha monografia!

Estou fazendo uma monografia para fechar meu curso de MBA em Gestão Empresarial e escolhi o tema (provisório): Conceitos de neuromarketing aplicados à gestão de serviços para atingir consumidores da geração Y/Z. Gigantesco, né?! Mas é isso aí. Tô afim de falar sobre minha querida geração e de como gostamos de ser vistos e tratados. Inclusive, eu me considero um ser transitório entre X e Y. Embora tenha muitas características Y enraizadas na minha alma, algumas visões são um pouco X. Tô até falando igual “velha”, coisas do tipo: “na minha época isso era diferente!”. Ai ai... o tempo não está passando... está atropelando. 

Para este post não ficar uma sopinha de letras, seguem rápidas definições:

Geração "Bellle Époque": geração dos meus bizavós e avós. Tinham a missão de reconstruir uma sociedade pós Primeira Guerra Mundial. Diria até que é a época do "até que as morte os separe", pois tudo era muito indissolúvel, desde o casamento até o emprego. O foco era disciplina, honra, respeito e organização. E outra, percebam que esses caras geralmente se preocupam bastante com alimentação. A sua vó é igual a minha, que cozinha bem pra caramba e a maior parte dos assuntos está ligada às refeições, saúde, conforto?

Geração Baby Boomers: geração pós Segunda Guerra (nascidos entre 1945 e 1960) ... parece que ocorreu um grande número de nascimentos nesta época, o que batizou a geração. Foi conhecida também como "Anos Dourados" e teve um marco importante com o surgimento do Rock and roll (Salve Elvis Presley!). Foram eles que começaram a se rebelar com tanta rigidez na educação e iniciaram comportamentos como sexo fora do casamento, fumar, cabelos compridos e roupas justas.

Geração X: Nascidos entre 1960 e 1980. São mais moderninhos que os boomers, viveram na era industrial, falam de liberdade de expressão e são politizados. "Paz e Amor" e "Rebelião Estudantil" marcaram esta época, embora muitos preferissem se omitir diante da agressividade dos movimentos políticos. A realização profissional tem grande destaque para esse povo. As esposas já não ficavam em casa, trabalhavam tanto quanto seus maridos, e criaram os filhos  com mais liberdade.

Geração Y: Nascidos nos entre 1980 e 1990, a era da informação. Essa eu conheço bem...Mimados, impacientes, egoístas e autodidatas. Também chamada de "Geração Internet". É claro que temos lados positivos ... mas vou deixar para escrever um post exclusivo sobre isso.

Geração Z: (maior zona... tem teorias que consideram Z os nascidos a partir de 1970, e então vira salada com o Y. Outros consideram os nascidos a partir de 1990 ... enfim ... vamos esperar alguém escrever um livro sobre o assunto e definir essa bagunça!). A única coisa que se sabe é que esses caras mais novos estão crescendo na era das conexões.

Tudo isso tem relação com meus próximos posts analisando toda esta galera na prática. Minha vida é um laboratório, pode ter certeza! O conflito de gerações é bem claro ... e algumas vezes até engraçado.

Como base para meu trabalho estou usando 2 livros bem interessantes:

"Geração Y: o nascimento de uma nova versão de líderes" de Sidnei Oliveira, editora Integrare.

"A Lógica do Consumo - verdades e mentiras sobre por que consumimos" de Martin Lindstrom, editora Nova Fronteira.
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